A dívida

Excetuando se o banco realizar o cancelamento/estorno das operações administrativamente decorrente do “Golpe do Motoboy”, a responsabilidade em honrar o pagamento dos valores cobrados é do consumidor.

Dessa forma, exceto se o consumidor estiver posse de alguma decisão judicial favorável, o não pagamento das operações fraudulentas realizadas pode culminar com a negativação do nome do consumidor junto aos órgãos de proteção ao crédito, consequentemente estará sujeito aos ônus da inscrição, podendo ter produtos/serviços bancários cancelados, como: cartão de crédito, cheque especial, empréstimos disponíveis, perda das milhagem entre outros. Não obstante, o valor da dívida sofre atualização com a incidência de juros e demais ônus contratuais.

Portanto, é aconselhável que o consumidor vítima do “Golpe do Motoboy” procure esclarecer as dúvidas relacionadas ao caso, lembrando-se, também, que o pagamento do valor cobrado para impedir a restrição cadastral não significa o reconhecimento das operações, desde que questionadas no prazo legal cabível.

Em outra esfera, no âmbito da discussão judicial, existem possibilidades de pleitos requerendo a suspensão da cobrança, o pagamento do valor contestado em juízo ou a devolução em dobro do valor pago indevidamente, possibilidades que devem ser analisadas e discutidas com o profissional de confiança.